08/03/2021 às 15h44min - Atualizada em 08/03/2021 às 19h30min

Seis estímulos para pensar além da diet

Saiba o que pensar (ou não) para realmente ter uma dieta equilibrada, saudável e ser feliz!

SALA DA NOTÍCIA Priscilla Silvestre
Divulgação
Quem já mergulhou fundo no universo das dietas em algum momento da vida, sabe como é difícil manter o foco depois do início. E ainda que a reeducação alimentar seja realizada com pratos que habitualmente agradem ao paladar de quem busca emagrecer, nem sempre prosseguir na dieta é tarefa fácil.
 
Porém, muitas vezes, algumas motivações ditas por quem reconhece esse esforço – e já passou por ele, podem ser o empurrão que se precisa para persistir.
 
A seguir, Chef Saschi, conhecida por criar receitas cetogênicas e low carb, que em nada parecem uma dieta, pontua seis estímulos que costuma dizer para seus alunos e que foram fundamentais em seu processo de emagrecimento ao longo dos dois últimos anos, em que perdeu 34 Kg.
 
"Você não é o que você come. Você é o que você pensa sobre você mesma e então come o que acredita que merece".

Tristeza, frustração, cansaço, até mesmo felicidade costumam ser desculpas usadas para mergulhar numa pizza e numa panela de brigadeiro. Até mesmo filmes retratam cenas em que os personagens se afundam no pote de sorvete para afogar as mágoas, ligando a comida à punições ou premiações.

Mas o fato é que alimentos existem para nutrir e até satisfazer o paladar sim, mas não para preencher outros espaços. "Por isso, antes de começar uma dieta, indico que a pessoa busque autoconhecimento e avalie o que quer para sua vida", explica Saschi.

 
"Quem te fala que você não consegue, tem preguiça de conseguir por si mesma e não suportaria ver o quão forte você é".

O primeiro passo só pode ser dado pela própria pessoa, independente de estímulos e condições gerais. O ser humano é capaz de recomeçar milhares de vezes, mas cada virada de chave só funciona com suas próprias mãos.
 
"Aceitar que você só precisa emagrecer alguns quilinhos quando você precisa emagrecer bem mais é dizer que seu nível de merecimento está baixo e isso reflete em tudo na sua vida, como no amor, na prosperidade e até na felicidade. Não se nivele por baixo!".

Pode até demorar mais tempo, mas é exatamente a atitude definitiva que vai funcionar. Soluções com baixa meta e prazo curto são apenas para caber num vestido de festa. A ideia não é se esforçar desesperadamente para caber num espaço, mas sim criar seu próprio espaço e aproveitá-lo pela vida toda.
 
Você precisa se tornar magra para depois emagrecer. Senão, no primeiro deslize, você vai engordar tudo novamente".

É preciso criar sua versão magra na sua mente. Tudo que existe no mundo, primeiro nasceu na mente de alguém e o seu corpo não é diferente. Além disso, nossa mente não sabe distinguir o que é real do que não é.

E, assim, quanto mais detalhes você coloca nessa visualização dessa nova versão magra, como, por exemplo, o que faz, que horas acorda, que lugares frequenta, que comida come etc., mais fácil fica para sua mente acreditar e dar um jeito de fazer com que isso seja real.

Assim, ela não boicota todos os seus esforços para emagrecer. Porém, não basta só visualizar, é preciso sentir-se merecedora, agir, para, enfim, conquistar o seu desejo de ser magra realizado de forma sustentável na sua vida. 

 
"Dieta é que nem Aspirina, pode até curar a consequência, mas nunca vai curar a causa, ou seja, pode até te emagrecer, mas nunca vai curar o que te faz engordar".

Quais gatilhos mentais aumentam a sua vontade de comer? É nisso que você precisa se concentrar antes de escolher a dieta. O que aumenta sua compulsão alimentar? Que buraco emocional você precisa preencher com comida?

Terapia, mentoria, profissionais de saúde e nutrição podem ajudar a descobrir e a mudar seu foco. A resposta nunca estará no analgésico, é preciso encontrar a causa da dor e curá-la.

 
"Bolo de chocolate não vai te dar colo nem enxugar suas lágrimas".

Não é sobre perder quilos, é sobre mudar o pensamento sobre si mesmo e sobre a forma como lida com a comida. Tornar-se magro ou magra está ligado a aprender a lidar com o próprio corpo, suas escolhas e seus prazeres.

"Existe uma grande diferença entre comer uma fatia de bolo de chocolate como sobremesa num domingo, e comer um bolo inteiro para suprir fomes emocionais todos os dias. Bolo não dá colo, pizza não dorme de conchinha, brigadeiro não enxuga suas lágrimas. Fomes emocionais precisam ser validadas, reconhecidas e tratadas antes da escolha de qualquer dieta", explica Saschi.

 
 

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