19/03/2021 às 15h30min - Atualizada em 22/03/2021 às 12h40min

19 de março - Dia Mundial do Sono

Insônia, pesadelos e bruxismo aumentam na pandemia

SALA DA NOTÍCIA Luciana Tierno
A preocupação, o estresse e até a mudança da rotina vividos durante a pandemia são os fatores que têm contribuído para o aumento preocupante de queixas de insônia, pesadelos e de casos de bruxismo.

A insônia, que já era considerada um grave problema de saúde pública, está sendo classificada como epidemia na pandemia. Antes da pandemia, tínhamos 15% da população mundial com insônia. Esse número cresceu para 34%”, alerta a médica neurologista Dra. Andrea Bacelar, presidente da Associação Brasileira do Sono.

Os estudos mostram que as mulheres foram as mais prejudicadas, pois acabaram tendo aumento de demandas, principalmente as que possuem filhos em idade escolar, pois tiveram de associar o trabalho home office com o auxílio nas aulas online, além do aumento das demandas domésticas, causando mais estresse, ansiedade e perda de sono.

“A ingestão de bebida alcoólica também foi um fator que prejudicou a qualidade do sono, comenta a especialista.

Bruxismo na pandemia
O bruxismo do sono (BS) afeta pessoas de todas as faixas etárias. Estudos indicam que o BS ocorre em 14% das crianças, podendo atingir até 40,6% delas, cerca de 8% dos adultos e 3% das pessoas acima de 65 anos1,2,3.

Segundo especialistas consultados pela Revista Sono (publicação da Associação Brasileira do Sono), houve um aumento das queixas de bruxismo durante a pandemia do coronavírus, o que pode ser justificado pela intensificação de fatores associados como ansiedade, estresse e insônia.

O BS caracteriza-se por atividades exacerbadas dos músculos mastigatórios que ocorrem durante o sono de forma rítmica (ranger ou bater os dentes) ou não rítmica (apertar os dentes). É considerado um distúrbio de movimento do sono quando está associado a comorbidades, como apneia obstrutiva do sono (AOS), doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) e insônia. Vale dizer que 20% da população também relata o hábito de pressionar os dentes durante o dia, fenômeno conhecido como bruxismo de vigília.

Existem várias hipóteses para o aumento do bruxismo do sono na pandemia e a principal delas está relacionada aos fatores emocionais como estresse e ansiedade, situações crescentes durante esse período.

“Pessoas que já tinham bruxismo podem ter piorado a frequência e intensidade desse hábito, tanto pela associação com os fatores emocionais como pelo aumento de consumo de alimentos mais gordurosos e pesados que levam a uma maior frequência de refluxo gastroesofágico e ao aumento de peso, predispondo também mais AOS”, analisa Dra. Cibele Dal Fabbro, dentista do Sono e membro da Associação Brasileira do Sono (ABROS).

Estudos mostram que situações como isolamento social, gravidade da COVID-19, incerteza do futuro, mudança da rotina e de hábitos, além do impacto econômico da pandemia são possíveis causas de ansiedade.

Fatores associados ao bruxismo
Álcool, anfetamina e outras substâncias
Ansiedade e estresse
Apneia obstrutiva do Sono
Depressão
Doenças neurológicas
Distúrbios respiratórios
Fatores genéticos
Insônia
Refluxo gastroesofágico
Tabagismo

Dicas para controlar a ansiedade e dormir melhor
“Primeiramente, o ambiente deve ser propício para iniciar o sono. O quarto deve ser escuro, arejado e silencioso. Além do mais, televisores, celulares, tablets e computadores devem ser desligados pelo menos uma hora antes de se deitar por serem extremamente estimulantes ao Sistema Nervoso Central”, explica o médico otorrinolaringologista Dr. Danilo Sguillar, diretor da Associação Brasileira de Medicina do Sono (ABMS).
A
qui, ele cita 3 dicas:
1- Técnicas como Yoga, Meditação ou Mindfulness são extremamente benéficas para relaxamento e embalo do sono .
2- Ouvir música calma ou mesmo sons da natureza como queda d’água, barulho de chuva, fogueira queimando podem ser relaxantes e desestressantes.
3- Descobrir “pistas” que embalam seu sono. Há quem tome um banho morno e consegue relaxar, há quem ingira um leite quente, chá verde e sente-se mais calmo. Deve-se evitar substâncias cafeinadas próximas à hora de deitar por serem estimulantes. A verdade é que cada indivíduo deve encontrar na rotina, formas de “desligar a mente” para focar no sono. Sono não é opcional, ele deve ser parte
integrante do nosso processo fisiológico.

Semana do Sono 2021
Desde o dia 15 de março, a Associação Brasileira está promovendo a Semana do Sono 2021, com ações de lives e webinars nas Redes Sociais. As ações seguem até domingo (21).
A programação completa está no site www.semanadosono.com.br

Confira os materiais informativos elaborados pelos especialistas da Associação Brasileira do Sono:

- Hábitos de sono da população brasileira (pesquisa comparativa
realizada com a população participante da Semana do Sono de 2018 e 2019) -
https://bit.ly/38bbNWb

- Cartilha do Sono de 2020 – Sono e Sonhos Melhores para um Mundo
Melhor - https://bit.ly/3e6quxz

- Cartilha O Sono Normal - https://bit.ly/38brVHg

Serviço
Facebook: @associaçãobrasileiradosono
Instagram: @absono
Twitter: @AbsSono
 
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