18/08/2021 às 19h36min - Atualizada em 18/08/2021 às 19h36min

Operação da PF que investiga desvios na Saúde cumpre mandados em Goiás

Caso envolve Organizações Sociais

A Redação
PF
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (18/8), a segunda fase da Operação SOS, que visa combater o desvio de recursos públicos na área da Saúde. A investigação apura crimes como organização criminosa e lavagem de capitais envolvendo a contratação de organizações sociais para gestão de hospitais públicos do Pará. Também são cumpridos mandados em Goiás e outros Estados. 
 
Cerca de 400 policiais federais, além de servidores da Receita Federal e da Controladoria-Geral da União, cumprem 95 mandados de busca e apreensão, 54 mandados de prisão temporária e seis mandados de prisão preventiva, expedidos pela 4ª Vara Federal Criminal. Além de Goiás e Pará, a Operação Reditus, como foi batizada essa fase, abrange São Paulo, Ceará, Amazonas, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Mato Grosso.
 
Segundo a PF, os contratos investigados ultrapassam R$ 1,2 bilhão e envolvem quatro organizações sociais, cinco hospitais regionais e quatro hospitais de campanha montados para enfrentamento da pandemia de covid-19. A investigação aponta que o governo estadual efetuava repasses de verba às Organizações Sociais contratadas e estas subcontratavam outras empresas para prestarem serviços nas unidades de saúde geridas pelo grupo criminoso, prática conhecida como “quarteirização”.
 
Depois disso, de acordo com a PF, os serviços subcontratados eram superfaturados ou nem sequer eram prestados, permitindo que a verba que deveria ser destinada à aquisição de bens ou serviços retornasse para os integrantes da organização criminosa por meio de um complexo esquema de lavagem de dinheiro.
 
Além dos mandados de busca e apreensão e prisão, foi determinada a suspensão das atividades de duas empresas utilizadas para lavagem de capitais, o sequestro de bens móveis e imóveis pertencentes ao principal operador financeiro do esquema, avaliados em mais de R$ 150 milhões, bem como o bloqueio de valores presentes nas contas bancárias das pessoas físicas e jurídicas investigadas que, somados podem alcançar mais de R$ 800 milhões.

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