17/09/2021 às 16h17min - Atualizada em 20/09/2021 às 09h20min

Digestibilidade de proteínas é fator primordial para uma correta nutrição de suínos

Concentrado proteico de soja (SPC) da Rio Pardo Proteína Vegetal tem 97,75% de coeficiente, quase 6% a mais do que a média do mercado

SALA DA NOTÍCIA Tiago Freitas | WGO Comunicação
(Foto: Divulgação/Rio Pardo Proteína Vegetal)

Um dos principais aspectos a serem levados em consideração na hora de se escolher um concentrado proteico de soja (SPC) para a nutrição animal é o coeficiente de digestibilidade, que mostra quanto do ingrediente é digerido, absorvido e aproveitado pelo respectivo organismo: quanto maior, mais qualidade. Na dieta de suínos, a proteína é indispensável, principalmente, para animais jovens crescerem saudáveis e capazes de se reproduzir.

De acordo com o manual de nutrição do Centro Nacional de Pesquisa de Suínos e Aves (CNPSA) da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), "para a maioria das fases [de vida dos suínos], uma formulação adequada é obtida com a combinação dos alimentos (...) e os leitões novos não admitem ingredientes de baixa digestibilidade".

Um estudo realizado pela Universidade Federal de Viçosa (UFV) mostra que o produto da Rio Pardo Proteína Vegetal, empresa especializada na fabricação de SPC, está quase 6% à frente da concorrência neste quesito para a nutrição de suínos. Enquanto o coeficiente médio está em 92%, número já considerado excelente pelo mercado, o da Rio Pardo atinge a marca de 97,75%.

"Isto traz inúmeras vantagens. Primeira: o custo-benefício. Hoje, temos um produto melhor frente ao mercado, pois entregamos um valor nutricional superior, gerando economia ao cliente. Em segundo lugar, há uma grande necessidade de produtos mais digestíveis e seguros para animais jovens. E nós oferecemos isto", explica Leandro Baruel, gerente de exportações da empresa.

Outra vantagem tange o fato de o produto ser vegetal. Embora se equipare, não carrega consigo impurezas e riscos de outros produtos de qualidade, tais como farinhas animais hidrolisadas e plasma sanguíneo, por exemplo. O plasma (fração do sangue oriundo de abatedouros), aliás, é utilizado no mundo todo para suínos por ter altos valor nutricional e digestibilidade: 95,5%, de acordo com a quarta edição do livro "Tabelas Brasileiras Para Aves e Suínos - Composição de Alimentos e Exigências Nutricionais", publicado a cada cinco anos pela UFV. Coeficiente também abaixo do SPC da Rio Pardo.

"Com salmões, já havíamos observado isto antes. Em experimento realizado pela Aquadvise, no Chile, a digestibilidade passou de 98%, contra 94% da média do mercado. Agora, com este estudo, temos numericamente registrada nossa superioridade. Desta vez, com suínos, e chancelados por uma entidade de credibilidade, reconhecida internacionalmente por suas pesquisas neste mercado", adiciona Baruel.

De acordo com Osvaldo Neves de Aguiar, diretor da Rio Pardo, o dado não é apenas importante aos clientes, mas também para a própria empresa. "Isto nos possibilita esclarecer e compreender nosso produto, e permite aos clientes que o explorem melhor e façam uma adequação nutricional, se utilizando deste benefício", complementa. Hoje, cerca de 50% do volume produzido mensalmente pela companhia abastece o mercado de suinocultura.

Segundo dados atualizados em maio deste ano pela Embrapa, o Brasil é o quarto maior produtor de suínos do mundo, com mais de 4,4 mil toneladas apenas em 2020. Deste total, 77% vão para o mercado interno, enquanto 23% são para exportação. O consumo médio de carne de porco dos brasileiros é de 16 quilos por ano.

Metodologia de produção exclusiva
Uma das explicações para o salto na qualidade está na metodologia exclusiva da Rio Pardo, patenteada neste ano pelo European Patent Office (sendo chancelada pelo órgão como "inovadora") e dando exclusividade ao processo de produção na União Europeia.

A principal diferença do procedimento é a unificação das etapas de processamento. "Nos processos tradicionais, funciona da seguinte maneira: em um primeiro momento, separa-se o óleo do grão de soja. Depois disso, faz-se um aquecimento para remover os solventes do processo. Em seguida, é preciso uma segunda etapa para tirar os carboidratos solúveis, onde estão os fatores antinutricionais da soja. Nesta extração, utiliza-se álcool e, para removê-lo, se aquece novamente o grão. Em nosso processo, isso tudo é feito de uma só vez. Tira-se o óleo e os carboidratos em apenas uma única etapa e um único aquecimento", detalha Baruel.

Desta forma, segundo Baruel, a qualidade do produto aumenta consideravelmente, fator também considerado pelo bureau europeu de patentes, que observou não apenas a metodologia e a prática, mas também o produto final. "Quando reduzimos o número de aquecimentos dos grãos, diminuímos a possibilidade de ocorrer o que chamamos de ‘reação de Maillard’, que é a formação de um complexo da proteína com carboidrato e açúcares. Este complexo interfere na digestibilidade do produto", comenta.

Com isso, além de obter um produto melhor, o rendimento é superior, é economicamente mais viável e, principalmente, traz muito mais sustentabilidade, pois o consumo das energias térmica e elétrica é consideravelmente reduzido. "No mercado de criação de animais há uma pressão muito forte neste sentido. Da matéria-prima ao produto para os clientes, é preciso ser o mais sustentável possível", completa o gerente de exportações da Rio Pardo.

"Nossos procedimentos, por serem cuidadosos ao extremo, possibilitam uma ótima remoção dos fatores antinutricionais ao mesmo tempo em que evitam uma agressão térmica à proteína, gerando um produto de excepcional qualidade", conclui Aguiar.

Sobre a Rio Pardo
Fundada em 2007, a Rio Pardo Proteína Vegetal busca ser uma referência na produção de concentrado proteico, com 60% de proteína bruta, utilizado na composição de rações. Tendo a soja como matéria-prima, a empresa também fabrica óleo vegetal semi-refinado de altíssima qualidade. Com escritório comercial em Campinas (SP), sede administrativa/financeira em Joinville (SC) e unidade industrial em Sidrolândia (MS), possui atualmente, em 2021, capacidade produtiva de 10 mil toneladas de óleo e 28 mil toneladas do concentrado proteico. Os sistemas produtivos da empresa são inéditos e baseados na utilização de critérios renováveis, em consonância com os princípios de proteção e preservação ao meio ambiente. Atualmente, além de atender ao mercado interno, a Rio Pardo exporta para 13 países. A projeção é aumentar, até 2025, dez vezes a sua capacidade produtiva, saltando de 180 toneladas/dia para 1,8 mil toneladas/dia. A previsão de faturamento para 2021 é de R﹩ 110 milhões.

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