24/09/2021 às 17h10min - Atualizada em 25/09/2021 às 00h00min

Só 13% das brasileiras avaliam ter conhecimento pleno de planejamento reprodutivo, mostra pesquisa

Adotada por 58% das entrevistadas, pílula é método contraceptivo mais usado no país; levantamento revela que 43% das mulheres desejam saber mais sobre cada método e suas diferenças.

SALA DA NOTÍCIA Karina Betencourt
www.organon.com
IPSOS/Organon

Pesquisa realizada no primeiro semestre deste ano pelo Instituto Ipsos, por encomenda da farmacêutica Organon, revela que a falta de conhecimento é o principal motivo para as brasileiras não planejarem sua vida reprodutiva. Foram entrevistadas 450 mulheres de todas as classes sociais e regiões do país. O resultado:  52% delas usam algum método contraceptivo, mas só 13% afirmam ter domínio pleno de planejamento reprodutivo.

De acordo com o trabalho, 51% das brasileiras dizem já ter ouvido falar em planejamento reprodutivo, mas consideram não saber o suficiente sobre o tema. Já 36% admitem não ter nenhum conhecimento do assunto. Os números ganham relevância na semana do Dia Mundial da Contracepção: 26 de setembro, próximo domingo, conforme estabelecido pela Organização Mundial da Saúde e divulgado em mais de 140 países pela Organon.

“Muitas mulheres do Brasil escolheram a maternidade de forma autônoma e consciente. Viva elas! Outras não. Muitas e muitas brasileiras foram privadas de escolhas, muitas engravidaram ainda adolescentes, abandonaram a escola e se viram mães ainda meninas”, diz a dra. Ana Tereza Derraik Barbosa, ginecologista, obstetra e mestre em Saúde da Família.

O levantamento mostra que o método contraceptivo mais utilizado pelas brasileiras é a pílula oral (58%), seguido do preservativo (43%), que é o meio mais comum entre as entrevistadas que usam mais de um tipo de contraceptivo.  Na sequência, vem o DIU de cobre (8%) e a injeção mensal (6%). A contracepção natural – tabelinha, coito interrompido e temperatura corporal – é o recurso de 6% das mulheres entrevistadas e a laqueadura, de 4%.

Segundo a pesquisa do Ipsos, 43% das mulheres entrevistadas desejam ter mais informações sobre cada método e suas diferenças. Além disso, 45% querem que os métodos sejam mais acessíveis e 50% gostariam que o Sistema Único de Saúde (SUS) oferecesse mais opções de contraceptivos.

Lançado em 2010, o Dia Mundial da Contracepção mobiliza empresas e organizações que promovem a saúde de meninas e mulheres ao redor do planeta. A Organon é uma das companhias globais que difunde a data. Desde sua fundação, em 1923, a companhia desenvolve pesquisas e medicamentos contraceptivos femininos e está globalmente comprometida em promover conscientização sobre planejamento reprodutivo e contracepção para contribuir para a redução de gestações não planejadas.

 

Sobre a Organon

A Organon é uma empresa global de saúde que detém a liderança no desenvolvimento de medicamentos para mulheres. Seu propósito é contribuir para que as mulheres tenham mais saúde e bem-estar em todas as fases da vida. A companhia possui um portfólio de mais de 60 medicações em diversas áreas terapêuticas, como saúde reprodutiva, contracepção, doenças cardíacas e câncer de mama. Entre esses produtos, constam também biossimilares e medicamentos estabelecidos no mercado. Oriunda da farmacêutica MSD, a Organon tem atuação autônoma e cerca de 9 mil trabalhadores espalhados pelo planeta.

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