03/01/2022 às 17h29min - Atualizada em 03/01/2022 às 17h29min

Apreensão de drogas nas unidades prisionais goianas tem redução de quase 15% entre 2020 e 2021

Nos dois períodos de tempo, o número de substâncias interceptadas antes de entrarem nas unidades prisionais de Goiás é maior do que a quantidade encontrada dentro dos presídios

DGAP
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O balanço entre os anos de 2020 e 2021 apresentado pelo Governo de Goiás, por meio da Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP), demonstrou que a apreensão de drogas nos estabelecimentos penitenciários goianos reduziu em 14,65%, considerando diferentes tipos de substâncias. Além disso, os dados também mostraram que a parcela de ilícitos apreendidos na entrada das unidades prisionais do Estado — que chegam escondidos em mantimentos ou objetos deixados por familiares de detentos — é superior à quantidade de substâncias encontradas dentro dos presídios. Enquanto o número de drogas apreendidas fora das unidades, nos dois anos, somou cerca de 84 mil quilogramas, a quantidade interceptada já dentro, também nos dois anos, foi de aproximadamente 23 mil quilogramas.

O item que lidera os números de apreensão é a substância análoga à maconha, tanto em 2020 quanto em 2021. Em seguida, as apreensões em maiores quantidades são substâncias semelhantes à cocaína e ao crack. Na comparação entre os dois intervalos de tempo, a substância que teve o maior aumento de interceptação, ainda fora das unidades prisionais, foi o alucinógeno análogo ao LSD, de 1.000 unidades em 2020 para 7.633 em 2021 (um crescimento de 663%). Por outro lado, o material semelhante ao haxixe foi a droga que teve maior percentual de redução na entrada nas unidades prisionais; em 2020 foram apreendidas 790 gramas da substância e em 2021 somente seis gramas do material (diminuição de 99%).

A quantidade de drogas apreendidas dentro das unidades prisionais também teve queda. Com relação ao ano passado, em 2021 a maior redução de apreensões foi de crack (99%), seguida de ecstasy (77%) e maconha (66%). Também houveram substâncias cuja ocorrência se deu em apenas um dos anos. Em 2020, por exemplo, dentro das unidades prisionais houveram apreensões de anfetamina e haxixe, o que não aconteceu em 2021. Já nas interceptações feitas na entrada dos presídios, skunk e éter líquido (conhecido como loló) apareceram somente em 2020, enquanto metanfetamina teve ocorrência apenas em 2021.

De acordo com o superintendente de Segurança Penitenciária, Leopoldo Castro, o investimento em tecnologia e a presença de servidores qualificados e comprometidos são fatores essenciais para evitar que a população privada de liberdade tenha acesso a esses proibidos. “Aliar avanços tecnológicos e capacitação profissional é a chave para o combate à criminalidade nas unidades prisionais. A ampliação do monitoramento nos presídios, tanto interna quanto externamente, resulta em um sistema penitenciário mais seguro e organizado; a redução na quantidade de substâncias ilícitas é um demonstrativo disso”, ressalta o superintendente.

O diretor-geral de Administração Penitenciária, Josimar Pires, também reforçou a importância desse resultado. “Interceptar os ilícitos ainda na entrada das unidades prisionais, eliminar os itens encontrados no interior delas e impedir que os presos acessem essas substâncias são de suma importância para avançar no desenvolvimento do sistema penitenciário”, pontua. “Os resultados trazidos em 2021 sobre a redução da apreensão de ilícitos em diversas categorias — aparelhos eletrônicos, armas brancas e sobretudo drogas — demonstram que a administração penitenciária tem avançado no combate à criminalidade e violência dentro dos estabelecimentos prisionais, fator que reflete no aumento da segurança do Estado como um todo”, acrescenta o policial penal.

Mediante os dados, o diretor-geral adjunto, Aristóteles El Assal, reforça que o rigor implantado nos procedimentos operacionais será mantido. “Os bons resultados só nos motivam a manter os procedimentos operacionais padrão da instituição, garantindo assim a devida execução penal e, consequentemente, maior segurança para a população goiana", conclui. 

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