25/04/2022 às 17h39min - Atualizada em 25/04/2022 às 17h39min

Elon Musk, homem mais rico do mundo, fecha acordo para comprar Twitter

Fundada em 2006, a plataforma tem mais de 217 milhões de usuários mensais e foi adquirida pelo bilionário por cerca de US$ 44 bilhões.

REUTERS/Dado Ruvic

Twitter anunciou nesta segunda-feira (25) que fechou um acordo definitivo para ser comprado pelo homem mais rico do mundo, Elon Musk, numa transação estimada em US$ 44 bilhões (cerca de R$ 215 bilhões).

O negócio deve ser concluído ainda neste ano: precisa da aprovação formal dos acionistas da empresa e dos órgãos regulatórios.

Fundada em 2006, a plataforma tem mais de 217 milhões de usuários mensais.

Com a compra, segundo o Twitter, a companhia passa a ser uma companhia de capital fechado. Isso significa que a empresa não vai mais oferecer suas ações na bolsa.
 

Pelo acordo, os acionistas vão receber US$ 54,20 em dinheiro por cada ação comum, o que significa um prêmio de 38% sobre o preço dos papéis em 1º de abril. Após o anúncio, as ações da companhia operam em alta de 6% no mercado.

Fundador da empresa de transporte aeroespacial SpaceX e da fabricante de carros elétricos Tesla, Musk é um usuário frequente do Twitter e prometeu melhorias na rede social após a aquisição.

 

"Quero tornar o Twitter melhor do que nunca, aprimorando o produto com novos recursos, tornando os algoritmos de código aberto para aumentar a confiança, derrotando bots de spam e autenticando todos os humanos", afirmou em comunicado sobre a aquisição.

 

Elon Musk em foto de arquivo, de 19 de janeiro de 2020. — Foto: AP Foto/John Raoux

Elon Musk em foto de arquivo, de 19 de janeiro de 2020. — Foto: AP Foto/John Raoux

Elon Musk em foto de arquivo, de 19 de janeiro de 2020. — Foto: AP Foto/John Raoux

 

Segundo o bilionário, a rede social tem um "potencial tremendo" e deve ser uma espécie de "arena" de defesa para a liberdade de expressão.

 

"A liberdade de expressão é a base de uma democracia em funcionamento e o Twitter é a praça da cidade digital onde assuntos vitais para o futuro da humanidade são debatidos", dissse Musk.

 

Parag Agrawal, atual presidente-executivo da rede social, também adotou tom otimista para falar do momento. "O Twitter tem um propósito e relevância que impacta todo o mundo. Estou profundamente orgulhoso de nossas equipes e inspirado por um trabalho que nunca foi tão importante", afirmou.

Agrawal é o sucessor de Jack Dorsey, um dos fundadores do Twitter, que deixou o comando da plataforma em 2021.

Parag Agrawal substituiu Jack Dorsey como presidente-executivo do Twitter — Foto: Divulgação/Twitter

Parag Agrawal substituiu Jack Dorsey como presidente-executivo do Twitter — Foto: Divulgação/Twitter

Parag Agrawal substituiu Jack Dorsey como presidente-executivo do Twitter — Foto: Divulgação/Twitter

 

 

De usuário celebridade a comprador

 

Com mais de 80 milhões de seguidores, Elon Musk coleciona postagens controversas na plataforma.

Horas antes de divulgar o acordo, o executivo publicou em seu perfil oficial uma mensagem que pode ser um indicativo de sua visão para a plataforma: "Eu espero que meus piores críticos permaneçam no Twitter, porque é isso que significa liberdade de expressão".
 

No começo de abril, documentos da Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC, na sigla em inglês) apontavam que o magnata havia comprado 9,2% das ações da companhia.

 

Dias depois, o executivo foi indicado para o conselho de diretores da empresa, mas declinou o convite. Há duas semanas, Elon Musk fez uma oferta de US$ 43 bilhões (cerca de R$ 205 bilhões) em dinheiro para assumir o controle total da rede social.

Inicialmente, a negociação foi rechaçada por acionistas e o conselho chegou a adotar o mecanismo de "poison pill" ("pílula do veneno", em tradução livre) para frear a investida do bilionário.

 

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