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09/02/2023 às 17h47min - Atualizada em 09/02/2023 às 17h47min

UFG desenvolve sensor de baixo custo que mede glicose na lágrima

Tecnologia permitirá o monitoramento da diabetes sem a necessidade de furar o dedo.

Dia Online

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Reprodução

Universidade Federal de Goiás (UFG) desenvolveu um sensor descartável que mede a glicose na lágrima. A tecnologia, agora patenteada pela instituição, é fruto de estudos de doutorado da pesquisadora Ellen Flávia Moreira Gabriel e deve levar mais conforto às pessoas com diabetes que, cotidianamente, precisam monitorar a glicose no sangue.

O biossensor colorimétrico, como é chamado, permite que o paciente apenas encoste o sensor de papel descartável no olho para acompanhar os níveis de glicose no organismo, sem a necessidade de furar o dedo.
 

UFG desenvolve sensor de baixo custo que mede glicose na lágrima

UFG desenvolve sensor de baixo custo que mede glicose na lágrima

Biossensor pode substituir os dispositivos tradicionais, que necessitam de pequenas coletas de sangue. Foto: Agência Brasil/Reprodução

Segundo a pesquisadora, cada sensor custa aproximadamente R$ 0,10, o que torna o dispositivo uma opção acessível para o Sistema Único de Saúde (SUS), em comparação aos aparelhos de medição de glicemia e suas tiras descartáveis, que tem valores mais elevados. A título de curiosidade, um medidor de glicose custa, em média, R$ 60 e um pacote com 300 tiras para coletar o sangue pode chegar a custar R$ 200,00.

Além disso, a pesquisadora acredita que o biossensor proporcionará mais conforto aos pacientes diabéticos, pois permitirá o monitoramento sem a necessidade de furar o dedo várias vezes ao dia. De acordo com ela, o desenvolvimento da tecnologia só foi possível, pois identificou a correlação direta entre a glicose do sangue com a glicose da lágrima.
De acordo com a pesquisadora, o biossensor colorimétrico de papel funciona de maneira similar aos testes de gravidez portáteis, oferecendo uma resposta positiva ou negativa, mas também quantitativa.

Durante seu doutorado, Ellen enfrentou o desafio de criar uma tecnologia de baixo custo para o sensor, com sensibilidade adequada para medir a glicose. Ela explica que a ideia era desenvolver um dispositivo baseado em papel, mas a litografia, tecnologia disponível na época, era cara para ser implementada.

O grupo de pesquisa avançou no desenvolvimento do sensor e o estudo de Ellen buscou alcançar a melhor sensibilidade possível para detecção de glicose. A pesquisadora afirma que não pretende parar por aí e acredita que o dispositivo pode ser aplicado em outras relevâncias clínicas, como em outras doenças impactadas pela COVID-19.


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