08/12/2020 às 19h25min - Atualizada em 12/12/2020 às 02h08min

Cresce o mercado digital no Brasil e os desafios para superar a concorrência

Especialista afirma que êxito dos negócios depende de conhecimento e boas estratégias

SALA DA NOTÍCIA AIs Comunicação e Estratégia Ltda
Elizangela Grigoletti - Jornalista e CEO da AIs Comunicação e Estratégia
Antes da pandemia, os números já indicavam: os negócios digitais seguiam curva ascendente no Brasil. Até então, previa-se um aumento de 18% no comércio eletrônico se 2020 fosse um ano ordinário. Mas, ao que tudo indica, os índices superaram expectativas e, essa nova realidade deve se tornar modelo padrão. Não só porque o empreendedorismo online foi impulsionado, mas porque cresceu também o número de aparelhos conectados. Só na primeira semana da quarentena, o salto foi de 40% no Instagram, de acordo com informações do próprio Facebook.

No entanto, o sucesso de um negócio no ambiente digital não se limita a boas ideias e, muito menos, as publicações nas redes sociais. Explorar novos territórios, especialmente, onde as barreiras não são geográficas, significa conhecer os novos caminhos. É preciso entender o cenário cultural, estudar o mercado, criar estratégias e cuidar da imagem da marca.

A CEO da Ais Comunicação e Estratégia, Elizangela Grigolletti – jornalista, empreendedora e especialista em negócios digitais – diz que o que acontece no atual cenário no Brasil é uma mudança de paradigma, ainda que forçada, do mindset. “Estamos percebendo que a nossa trajetória tomou novos rumos. A ideia de um emprego formal vinha perdendo força,à medida em que as pessoas descobriam que poderiam obter lucro de iniciativas próprias e atividades que as deixassem realizadas. Com a pandemia, esse movimento cresceu e se transformou, unificando num mesmo cenário todas as empresas que já estavam presentes nesse universo. E, no ambiente digital, os diferenciais não se medem pela estrutura física ou número de funcionários, então o que fazer para se destacar? O que precisamos agora é ampliar a nossa visão para e ter consciência de que um negócio de sucesso não é feito apenas de ideias brilhantes, principalmente, num ambiente onde a exposição é potencializada e as estratégias precisam ser bem estruturadas.

A era Covid-19 trouxe uma nova dinâmica social. A rotina de distanciamento impôs um comportamento diretamente ligado ao mundo digital. O que era esperado em escala gradativa veio como força exponencial, enterrando velhos conceitos. Um ambiente bastante estimulante e receptivo, a internet é praça para todos os tipos de negócios, mas isso não significa que todos obterão êxito e, muito menos, que ele ocorre do dia para a noite, ou através de uma receita única e definitiva. Onde a competitividade é mais acirrada, destaca-se mais quem sabe se posicionar e age no momento certo.

A relação do cliente com a marca não ocorre apenas porque o preço é menor ou porque o design é mais atrativo. Existe uma questão de relacionamento interpessoal que promove ou amplia o consumo. Seja para comprar um produto ou contratar um serviço, o que o cliente busca é a identificação com a proposta. Ainda que seja uma escolha inconsciente, o que definirá o negócio é o alinhamento de ideais, é reconhecer-se naquilo”, explica Elizangela. “Por isso, abrir um negócio na internet não é criar uma página de anúncios; é apropriar-se do espaço de forma inteligente e estratégica, apostando em diversas frentes simultaneamente mas de forma pensada em todas as ações”, conclui.

Estatísticas
No início deste ano, a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (Abcomm) estimou um crescimento de 18% até dezembro, o que significaria um movimento de R$106 milhões. As perspectivas tinham base num cenário normal, onde o comércio digital já não era mais novidade, porém enfrentava certa resistência. “Com o boom da digitalização do varejo devido à crise pandêmica, o crescimento foi, sem dúvida, ampliado. Mesmo que ainda não tenhamos dados concretos, sabemos que os próximos números serão muito maiores”, opina Elizangela.

A Harvard Business Review (HBR) analisou 42 países e apontou que o Brasil está na 35º posição na categoria “Facilidade para Fazer Negócios Digitais”. A falta de regulamentação específica é ainda um dos motivos que retarda o investimento de empresas internacionais ou a formalização das nacionais. “Um aspecto que deve mudar em breve. O mercado digital brasileiro é bastante promissor e logo poderemos comemorar mais avanços”, disse otimista a especialista em negócios digitais.
 
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